Goias registrou 1.548 novos casos de HIV em 2026, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO). A pasta também informou que 24.516 pessoas estão em tratamento com medicamentos antirretrovirais. Os números têm períodos de referência e datas de corte próprios, conforme a secretaria, e precisam ser interpretados considerando essas diferenças.
Além dos registros da infecção e dos dados sobre tratamento, o levantamento reúne informações sobre medicamentos utilizados para prevenir o HIV. Ao longo do ano de 2026, cerca de 6.309 pessoas tiveram ao menos uma dispensação de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) no estado. Entre elas, 1.990 eram novos usuários.
PrEP e PEP são usadas em situações diferentes
A PrEP é uma estratégia preventiva indicada para pessoas que não vivem com HIV e podem estar expostas ao vírus. Em Goiás, a SES-GO contabilizou 12.361 dispensações do medicamento em 2026. No período considerado, 3.510 pessoas estavam em uso regular da profilaxia.
A indicação depende da avaliação de cada pessoa por um profissional de saúde. Antes de começar a usar a medicação, é necessário fazer o teste de HIV e receber orientações sobre o uso e o acompanhamento. A PrEP não deve ser iniciada por conta própria.
Já a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) é utilizada após uma possível exposição ao vírus. A SES-GO registrou 2.902 pessoas atendidas com essa medida em Goiás neste ano.
O Ministério da Saúde orienta que a PEP seja iniciada o mais rápido possível, respeitando o limite de 72 horas após a situação de risco. O esquema dura 28 dias e é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Por isso, quem acredita ter tido contato com o HIV deve procurar atendimento sem demora para avaliar a indicação da profilaxia.
Testagem ajuda a identificar a infecção
O HIV pode permanecer sem sintomas por um período, e a pessoa pode não saber que vive com o vírus. A testagem permite identificar a infecção e buscar atendimento para iniciar o tratamento, quando necessário. O SUS oferece testes gratuitos.
O uso de preservativos externos ou internos também integra as estratégias de prevenção e ajuda a reduzir o risco de transmissão do HIV e de outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). A escolha das medidas preventivas deve considerar as circunstâncias de cada pessoa, com orientação dos serviços de saúde.
Tratamento mudou o curso da infecção
O diagnóstico de HIV não significa, necessariamente, que a pessoa desenvolverá Aids. HIV é o vírus que ataca o sistema imunológico; Aids é uma condição que pode surgir em fases avançadas da infecção, sobretudo quando não há tratamento adequado.
Os medicamentos antirretrovirais impedem a multiplicação do vírus e ajudam a preservar as defesas do organismo. O tratamento é oferecido gratuitamente pelo SUS e deve ser acompanhado por profissionais de saúde.
Quando a terapia mantém a carga viral em nível indetectável, a pessoa não transmite o HIV por via sexual. Esse princípio é conhecido como “indetectável = intransmissível” (I=I), conforme as orientações de saúde sobre o tratamento como prevenção.
Primeiros registros em 1981
Os primeiros relatos oficiais de casos de Aids foram publicados nos Estados Unidos em 1981. Na época, profissionais de saúde identificaram pacientes com infecções graves e manifestações incomuns de doenças, o que levou à investigação de uma condição até então desconhecida.
Em 1983, pesquisadores identificaram o HIV, vírus responsável pela infecção que pode levar à Aids. O desenvolvimento dos antirretrovirais transformou o tratamento nas décadas seguintes, tornando possível controlar a multiplicação do vírus e reduzir o risco de complicações.
Ainda não há cura para o HIV, mas o tratamento permite controlar a infecção e manter a qualidade de vida. A SES-GO ressalta que os dados de vigilância e assistência apresentados no levantamento têm períodos de referência e datas de corte específicos.