Aparecida, 30/07/2026

Mulher que pichou estátua no 8/1 pede ‘perdão; veja trechos de depoimento

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Em seu interrogatório, a mulher que pichou a estátua A Justiça, que fica em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que “não fazia ideia do bem financeiro e do bem simbólico” e classificou o gesto de “ilegal”.


Débora Rodrigues dos Santos afirmou que “feriu” o Estado Democrático de Direito e pediu perdão.


A cabeleireira é acusada pela Procuradoria-Geral da República de ter aderido ao movimento golpista para impedir a posse do presidente eleito. 


Entre as provas apontadas pela PGR está a declaração da própria Débora de que se instalou no acampamento em frente ao QG do Exército, em Brasília, na véspera dos atos golpistas do dia 8 de janeiro. O acampamento contava com pessoas defendendo intervenção militar, o que é inconstitucional. 


Ela também apagou mensagens de seu celular entre dezembro de 2022 e fevereiro de 2023, o que a Polícia Federal considera uma tentativa de destruir provas. Os investigadores ressaltam que ela ainda fez parte da multidão.


O Supremo entendeu que no dia 8 de janeiro de 2023 os ataques configuraram o chamado crime de multidão, quando um grupo comete uma série de crimes, sendo que um influencia a conduta do outro, em um efeito manada. Com isso, todos precisam responder pelo resultado dos crimes.


Na semana passada, a Primeira Turma do Supremo começou a julgar se Debora vai ser condenada ou absolvida. Relator, o ministro Alexandre de Moraes, votou para condená-la a 14 anos de prisão. O voto foi acompanhado pelo ministro Flávio Dino. O julgamento foi suspenso por pedido de vista do ministro Luiz Fux, que pediu mais tempo para avaliar o caso mais detalhadamente.


Ela responde por abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado; deterioração do patrimônio tombado e associação criminosa armada.