Aparecida, 31/07/2026

Trump limita comentários de perfil oficial no Instagram após brasileiros criticarem tarifaço: ‘país soberano’

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Após anunciar que vai impor tarifas de 50% sobre o Brasil a partir de 1° de agosto, Donald Trump trancou os comentários das publicações de seu perfil oficial no Instagram nesta quarta-feira. A conta passou a ser alvo de uma série de críticas feitas por brasileiros que questionam a ação do presidente dos Estados Unidos.


Na noite desta quarta, já não era mais possível comentar as postagens de Trump, que contavam com o aviso padrão: “os comentários nesta publicação foram limitados”. Já nesta quinta-feira, apesar de parecer possível realizar a ação, qualquer tentativa é respondida com a notificação de que “não é possível realizar seu comentário”.


As palavras direcionadas ao presidente americano, em maioria, apontam o fato do Brasil ser um país soberano — mesma afirmação utilizada pelo presidente Lula para reagir à elevação de tarifas. “O Brasil é soberano, Trump, deixa-nos em paz”, escreveu um internauta. Outra mulher publicou: “jamais aceitaremos interferência”.


Entenda o caso

Em uma carta publicada em sua conta nas redes sociais, nesta quarta-feira, Trump justificou a decisão “em parte pelos ataques insidiosos do Brasil contra as eleições livres e os direitos fundamentais de liberdade de expressão dos americanos”. No documento, ele também reiterou seu apelo para que as autoridades brasileiras retirem as acusações contra Bolsonaro relacionadas à tentativa de golpe.


Na carta, Trump diz ainda que determinou a abertura de uma investigação sobre supostas restrições à atividade de empresas de tecnologia americanas no Brasil e outras práticas comerciais desleais ou injustas, invocando a Seção 301 da Lei de Comércio americana.


Mais tarde, o governo divulgou uma nota informando que pretende retaliar os EUA com base na legislação brasileira de reciprocidade econômica, aprovada recentemente pelo Congresso. A nota ressalta que os EUA acumulam superávit comercial com o Brasil “da ordem de US$ 410 bilhões ao longo dos últimos 15 anos”.


Do O globo