Aparecida, 14/06/2026

Amazon Leo vai rivalizar com Starlink no mercado de internet

userjunior
userjunior

E se a internet mais rápida do futuro viesse do espaço?

Imagine acessar a internet em alta velocidade em um lugar remoto, longe de torres, cabos e grandes centros urbanos. Essa cena, que até pouco tempo parecia ficção científica, começa a ganhar forma com a nova aposta da Amazon. A empresa já iniciou os testes de seu serviço de internet via satélite, batizado de Amazon Leo, e a promessa é ambiciosa: velocidades superiores às da atual líder do setor, a Starlink.

A iniciativa marca a entrada definitiva da Amazon na corrida pela conectividade global, disputando um mercado estratégico que pode redefinir o acesso à internet em regiões isoladas e até em meios de transporte como aviões.

A empresa já iniciou os testes de seu serviço de internet via satélite
A empresa já iniciou os testes de seu serviço de internet via satélite

 

O que é a Amazon Leo?

Amazon Leo é o nome comercial do serviço de internet via satélite da empresa, referência direta à órbita terrestre baixa, onde seus satélites operam. Até o início de 2026, cerca de 180 satélites já estavam em funcionamento, número ainda modesto se comparado aos mais de 9 mil da Starlink. Mesmo assim, a Amazon aposta em tecnologia mais eficiente para compensar essa diferença inicial.

O plano é acelerar rapidamente. Estão previstas cerca de 80 missões de lançamento nos próximos anos, com a meta de alcançar aproximadamente 1.600 satélites até o fim de 2026 e ultrapassar a marca de 3 mil até 2029.

A disputa pela internet espacial não é apenas sobre quantidade de satélites, mas sobre eficiência, custo e integração tecnológica.

A disputa pela internet espacial não é apenas sobre quantidade de satélites
A disputa pela internet espacial não é apenas sobre quantidade de satélites

 

Velocidade maior com menos satélites?

Segundo a própria Amazon, sim. O serviço promete velocidades de até 400 Mbps para usuários residenciais e pequenos negócios, com planos empresariais que podem alcançar até 1 Gbps. Hoje, a Starlink costuma operar entre 200 e 300 Mbps para usuários comuns, embora já tenha anunciado aumentos futuros.

Os satélites da Amazon orbitam entre 590 e 630 quilômetros de altitude, um pouco acima da média da concorrente. Essa diferença, embora sutil, influencia cobertura, estabilidade e latência, fatores críticos para quem depende de conexões rápidas e confiáveis.

Quando a internet da Amazon chega ao Brasil?

O serviço ainda está em fase de testes e, por enquanto, funciona apenas nos Estados Unidos, onde empresas selecionadas já experimentam a nova rede. O lançamento comercial para o público doméstico está previsto para 2026.

No Brasil, a Amazon firmou parceria com a Sky, que será responsável pela comercialização e distribuição do serviço. A Anatel já autorizou a instalação de estações terrestres em cidades como Cosmópolis, em São Paulo, e Glória de Dourados, no Mato Grosso do Sul, sinal claro de que a infraestrutura está sendo preparada.

A expectativa é que a oferta comece pela região Sul e avance gradualmente para áreas mais remotas, especialmente no Norte do país.

No Brasil, a Amazon firmou parceria com a Sky, que será responsável pela comercialização e distribuição do serviço
No Brasil, a Amazon firmou parceria com a Sky, que será responsável pela comercialização e distribuição do serviço

 

Antenas menores e custo mais baixo

Um dos diferenciais da Amazon Leo está no hardware. A empresa desenvolveu antenas mais compactas e, segundo estimativas internas, mais baratas de produzir. O modelo residencial tem cerca de 28 centímetros e custo de fabricação inferior a 400 dólares. Há também versões portáteis, do tamanho de um tablet, e modelos de alta performance voltados para governos e grandes empresas.

Essa estratégia pode reduzir a barreira de entrada para o consumidor final, um ponto sensível no modelo da internet via satélite.

Um dos diferenciais da Amazon Leo está no hardware
Um dos diferenciais da Amazon Leo está no hardware

 

Internet no ar e além das casas

A ambição da Amazon vai além do uso doméstico. A companhia aérea americana JetBlue já anunciou que pretende equipar suas aeronaves com antenas do serviço, oferecendo internet a bordo. Isso coloca a Amazon Leo como candidata a atender também setores como aviação, logística e transporte marítimo.

Uma nova fase da internet global

A entrada da Amazon nesse mercado intensifica uma disputa que vai muito além da velocidade de download. Trata-se de quem controlará a infraestrutura digital em regiões onde a internet tradicional nunca chegou de forma eficiente.

Com integração ao ecossistema da Amazon, parcerias locais e uma rede de satélites em rápida expansão, a Amazon Leo surge como uma das apostas mais ousadas da década para conectar o planeta.