Aparecida, 30/07/2026

COMEÇA HOJE (17) o XVII Festival de Artes de Goiás

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A cidade de Goiás (GO) volta a ser ponto de encontro da diversidade artística brasileira com a realização do XVIII Festival de Artes de Goiás, que acontece de hoje, 17, até a quarta-feira, a 19. Com o tema “Encruzilhadas”, o evento é Promovido pelo Instituto Federal de Goiás (IFG) e reúne artistas locais e de diferentes regiões do país em uma programação gratuita que ocupa espaços culturais e ruas da cidade patrimônio da humanidade.

Ao longo de três dias, estudantes de vários câmpus do IFG, servidores e moradores da cidade dividem a paisagem com visitantes de outras regiões, circulando por apresentações de dança, teatro, música, artes visuais, audiovisual, cinema e performances, além de oficinas e mostras especiais. A proposta é transformar a velha Goiás em um grande território de encontros, experimentações e trocas.

Para a reitora do IFG, professora Oneida Barcelos Irigon, o Festival reafirma o lugar da arte como elemento central da formação humana: “o XVIII Festival de Artes de Goiás reafirma a arte como direito e como política pública central para a formação humana integral que defendemos no IFG”, destaca.

XVIII Festival de Artes de Goiás celebra “Encruzilhadas” e conecta arte, memória negra e diversidade

A edição de 2025 chega robusta: foram 509 inscrições para compor a programação — 131 propostas de oficinas e 378 ações artísticas, contemplando artes visuais, audiovisual, circo, dança, música, teatro e artes integradas. A maioria veio de Goiás (346 propostas), com adesão de outros 19 estados; Goiânia lidera as inscrições (155), seguida da Cidade de Goiás (81) e Aparecida de Goiânia (31).

Ao assumir “Encruzilhadas” como eixo curatorial, o Festival se aproxima também do Novembro Negro. Celebrado em 20 de novembro — agora feriado nacional instituído pela Lei 14.759/2023 — o Dia da Consciência Negra convoca a sociedade a reconhecer a contribuição histórica da população negra e a enfrentar o racismo estrutural. A realização do festival neste período reforça a dimensão pública da arte como espaço de escuta, memória e reparação simbólica.

No palco central, destacam-se apresentações nacionais que ultrapassam o mero espetáculo: a discotecagem de BNEGÃO e o show de Dandara Manoela se inserem numa estética de interseção entre música, cultura afro-diaspórica e cena contemporânea. Soma-se a isso a homenagem à Cia de Teatro Nu Escuro — fundada por egressos do IFG há quase 30 anos — com o espetáculo “O Cabra que Matou as Cabras”. 

Essa coletividade local reforça a continuidade de trajetórias e o entrelaçamento entre instituição e comunidade artística.

Dentro dessa perspectiva, o Festival torna-se mais do que entretenimento: é espaço de reflexão sobre a imposição de uma história única, sobre as encruzilhadas identitárias e sobre os diferentes caminhos de pertencimento no Brasil. A instituição educacional — que já amplia sua atuação na formação em cultura, por meio de cursos, plataformas e editais destinados à diversidade cultural — reforça essa linha ao promover atividades que enfocam a cultura afro-brasileira, a produção artística periférica, linguagens de resistência e processos colaborativos. 

Homenagem: Nu Escuro, quase 30 anos de cena

Criada por egressos da antiga Escola Técnica Federal de Goiás (atual IFG), a Cia de Teatro Nu Escuro será homenageada nesta edição e apresenta o espetáculo “O Cabra que Matou as Cabras”, comédia de humor ácido sobre golpes, enganos e reviravoltas, obra premiada e querida pelo público goiano.


*Atrações nacionais convidadas*


Entre os destaques, o rapper e multiartista BNegão — voz histórica do Planet Hemp e nome central da música brasileira contemporânea — apresenta repertório que atravessa ritmos como a cumbia, punk, samba-reggae, arrocha e pagode baiano, em sintonia com a atmosfera do seu primeiro álbum solo, Metamorfoses, Riddims e Afins (2024).

*No mesmo compasso de cruzamentos, a cantora Dandara Manoela *— compositora e intérprete com trajetória que articula música, educação e produção cultural — leva ao Festival sua potência vocal marcada por matrizes afro-diaspóricas (trabalhos com Cores de Aidê e Orquestra Manancial da Alvorada), dialogando com a temática e o período do Novembro Negro.

Oficinas e ações artísticas

As oficinas do Festival acontecem nos dias 18 e 19 de novembro, das 14h às 15h30, no IFG – Câmpus Cidade de Goiás, com 30 vagas cada, gratuitas e abertas ao público em geral (com certificação do IFG). As inscrições podem ser feitas pela internet. Ao todo serão 14 oficinas, das mais variadas linguagens, com pesquisadores e artistas de diversas regiões:  Danças contemporâneas e artes visuais;  Teatro do Oprimido; Consciência corporal através da parada de mãos;

Vogue Old Way; Na Encruzilhada da Rima: Palavras e Pontos Riscados; Omolu em palha de milho; Fabulações Coletivas: a encruzilhada de corpos-agulha; Transcentrado (Teatro) –  Escrita performática e criação de cenas a partir de corpos dissidentes e plasticidade travesti; OBS Studio Descomplicado: Fundamentos de gravação/streaming; Solta o Canto; O Caminho do Beat; O Sorriso do Palhaço; Máscaras Afro-goianas; Caracterização para Cinema e Audiovisual.


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Serviço: 


O quê: *XVIII Festival de Artes de Goiás – Tema: Encruzilhadas*


Quando: 17 a 19 de novembro de 2025


 Onde: Cidade de Goiás (GO) – IFG Câmpus Cidade de Goiás e espaços parceiros (como o Cineteatro São Joaquim)


Destaques: – Homenagem à Cia de Teatro Nu Escuro (O Cabra que Matou as Cabras);

– Discotecagem BNEGÃO

– ⁠Show de Dandara Manoela;

– ⁠recitais pedagógicos de grupos do IFG;

– ⁠ampla grade de oficinas gratuitas com certificação.


Mais infos:

https://www.instagram.com/festivaldeartesdegoiasifg/