Aparecida, 14/05/2026

Ex-presidente Bolsonaro registrou R$ 30 milhões em movimentações em um ano, diz PF

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Um novo relatório da Polícia Federal (PF), encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (21/8), revela que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) movimentou R$ 30 milhões em suas contas entre março de 2023 e fevereiro de 2024. O documento faz parte do inquérito que investiga a atuação de seu filho, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), nos Estados Unidos (EUA), em ações consideradas contra a soberania nacional, que resultou no indiciamento de ambos.

De acordo com a PF, as transações foram consideradas atípicas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que repassou os dados para a investigação. No período, foram registrados R$ 30,5 milhões em créditos e valores equivalentes em débitos, com a maior parte dos recursos destinada ao pagamento de honorários advocatícios e investimentos financeiros. Dois escritórios de advocacia contratados pelo ex-presidente receberam, juntos, R$ 6,6 milhões. Aplicações em CDB e RDB somaram R$ 18,3 milhões, distribuídas em seis operações distintas.

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Foto: Antonio Augusto/STF
Ex-presidente Bolsonaro registrou R$ 30 milhões em movimentações, diz Polícia FederalFoto: Antonio Augusto/STF
Foto: Ton Molina/STF
Ex-presidente Bolsonaro registrou R$ 30 milhões em movimentações, diz Polícia FederalFoto: Ton Molina/STF
Portal LeoDias
O ex-presidente Jair BolsonaroPortal LeoDias
Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo
Jair BolsonaroFoto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo
Foto: Reprodução/CNN
Jair Bolsonaro (PL) fala com jornalistas após colocar a tornozeleira eletrônicaFoto: Reprodução/CNN
Foto: Evaristo Sá/AFP
Jair Messias BolsonaroFoto: Evaristo Sá/AFP

O relatório também identifica outro período de movimentações expressivas, entre dezembro de 2024 e junho de 2025, quando foram registradas transações de R$ 22 milhões. Nesse intervalo, Bolsonaro transferiu R$ 2,1 milhões para Eduardo e R$ 2 milhões para a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Segundo a PF, os recursos enviados a Eduardo teriam o objetivo de financiar ações nos Estados Unidos contra o governo brasileiro, enquanto a transferência para Michelle visava resguardar recursos diante de possíveis bloqueios judiciais.

Outros integrantes da família também aparecem no relatório. Michelle recebeu R$ 2,9 milhões entre setembro de 2023 e agosto de 2024, sendo R$ 1,9 milhão provenientes da empresa MPB Business, da qual é sócia. Nesse mesmo período, ela realizou gastos de R$ 3,3 milhões.

Eduardo Bolsonaro movimentou R$ 2,1 milhões recebidos do pai e realizou uma operação de câmbio no valor de R$ 1,6 milhão. Já Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), vereador e filho do ex-presidente, teria registrado movimentações de R$ 4,8 milhões entre setembro de 2023 e agosto de 2024.

Na quarta-feira (20/8), Bolsonaro e Eduardo foram formalmente acusados pelos crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, devido a restrições ao exercício dos poderes constitucionais.