Já imaginou um infarto sem artérias entupidas?
Você já imaginou que um infarto pode acontecer mesmo sem o famoso “entupimento das artérias”? Pois é, a ciência descobriu que quase um terço dos ataques cardíacos em pessoas com menos de 65 anos tem outras origens ocultas e, muitas vezes, inesperadas.
E o dado mais surpreendente: isso acontece principalmente em mulheres.
As causas ocultas do infarto em jovens
Um estudo da Mayo Clinic, nos Estados Unidos, analisou quase 3 mil pacientes e mostrou que 53% dos infartos em mulheres surgiram por motivos diferentes da obstrução causada por gordura nas artérias. Entre os homens, esse número foi de 25%.
Algumas dessas causas incluem:
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Dissecção espontânea da artéria coronária (DEAC): uma ruptura súbita na parede da artéria que reduz o fluxo de sangue para o coração.
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Embolia coronária: quando coágulos ou fragmentos bloqueiam o fluxo sanguíneo.
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Infecções ou anemia: condições que afetam a oxigenação e podem sobrecarregar o coração.
A DEAC, por exemplo, é até seis vezes mais comum em mulheres jovens e saudáveis e, muitas vezes, é confundida com o infarto tradicional.
O perigo invisível
Embora a taxa de infartos seja menor em mulheres (48 casos a cada 100 mil por ano, contra 137 em homens), as causas não tradicionais podem ser ainda mais perigosas.
Nos casos ligados a infecção ou anemia, por exemplo, a mortalidade em até cinco anos chega a 33%, mesmo quando o coração não parece ter sofrido tantos danos.
Ou seja, o risco está longe de ser pequeno.
Por que isso acontece mais em mulheres?
Os especialistas acreditam que fatores hormonais, genéticos e até o estresse podem ter papel importante. Além disso, sintomas femininos de infarto costumam ser diferentes dos clássicos, como dor no peito. Muitas mulheres sentem apenas falta de ar, dor nas costas, náusea ou cansaço extremo, o que leva a diagnósticos equivocados.
Essa diferença reforça a necessidade de atenção redobrada.
Como se proteger?
Os médicos reforçam que entender a causa exata de um infarto é tão importante quanto tratá-lo. Isso ajuda a evitar novos episódios e garante um tratamento mais eficaz.
Alguns cuidados que podem reduzir os riscos:
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Monitorar a saúde do coração mesmo sem sintomas clássicos.
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Fazer check-ups periódicos, especialmente se houver histórico familiar.
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Controlar anemia, infecções e doenças inflamatórias.
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Observar sinais diferentes de mal-estar, principalmente no caso das mulheres.
Um alerta que pode salvar vidas
Esse estudo mostra que o coração pode ser afetado de maneiras diferentes do que imaginávamos. E, muitas vezes, o inimigo invisível está justamente onde ninguém procura.
Afinal, um ataque cardíaco pode ir muito além do entupimento das artérias. E saber disso pode ser a chave para salvar vidas.