Aparecida, 28/07/2026

“Mãe” de bebê reborn processa empresa por licença maternidade

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Uma história inusitada está chamando atenção e gerando um verdadeiro debate nas redes sociais e no meio jurídico: uma mulher entrou na Justiça contra a empresa onde trabalhava após ter sua licença-maternidade negada… por causa de uma boneca reborn.

Sim, você leu certo. A ex-recepcionista afirmou que sua filha não é humana, mas é real para ela. Uma bebê reborn — aquelas bonecas hiper-realistas que se parecem com recém-nascidos de verdade — com quem ela afirma manter um vínculo afetivo profundo.

O que são bebês reborn?

As bonecas reborn são itens de colecionador que imitam bebês humanos com riqueza de detalhes: veias, textura da pele, peso, até cheirinho de talco. Muitas pessoas os compram por hobby ou como lembrança. Mas há quem vá além.

Alguns adultos desenvolvem conexões emocionais com essas bonecas e as tratam como filhos. Para essas pessoas, cuidar de um bebê reborn vai muito além da brincadeira: é um laço emocional legítimo, com rotinas, nomes, roupas e até quartos montados especialmente para os “filhos”.

O caso que chocou o RH

A mulher, que trabalhava em uma empresa do ramo imobiliário, solicitou licença-maternidade e salário-família por estar, segundo ela, vivendo plenamente a experiência da maternidade. A empresa negou, dizendo que ela “não é mãe de verdade”. Ela afirma ter sido alvo de chacotas e humilhações, o que levou a um pedido de rescisão indireta e uma indenização de R$ 10 mil por danos morais.

Mas… até onde vai o direito ao afeto?

Esse caso levanta questões curiosas: o que nos torna pais ou mães? O afeto? O biológico? A convivência? A Justiça ainda vai decidir, mas o debate já está no ar — e com opiniões bem divididas.

Curiosidades extras

  • Em alguns países, terapias com bonecas reborn são usadas com idosos com Alzheimer, ajudando no estímulo emocional e afetivo.

  • Existe até quem registre essas bonecas com nome e certidão simbólica de nascimento.

  • Uma boneca reborn pode custar de R$ 500 a mais de R$ 5.000, dependendo do nível de realismo.