Em um tempo em que o efêmero parece ditar o ritmo da vida, um festival nascido no asfalto quente de Goiânia insiste em cultivar raízes profundas. “*Nos dias 7 e 8 de junho, sábado e domingo, o público de Goiânia terá a oportunidade de apreciar as primeiras sessões do vídeo-documentário A HORA DA GALHOFA*”, que mais que um produto audiovisual, é um reencontro com a memória afetiva de um território e com a força poética de um gesto coletivo que, há 20 anos, transforma todo um bairro numa ilha de riso, afeto e transformação social.
“*A primeira sessão será no Vera Cult Ponto de Cultura, que fica no Conjunto Vera Cruz, em Goiânia. Em seguida, a exibição do domingo será no Cineclube Zabriskie, no Setor Pedro Ludovico. Em ambas as sessões a entrada é gratuita, e pede-se a doação de 1 quilo de alimento não perecível.*”
O filme, com 52 minutos de duração, é dirigido por Rô Cerqueira e Hélio Fróes e nasce como uma homenagem audiovisual à Galhofada – Mostra de Artes na Rua. Realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo, através do Governo de Goiás e da Secretaria de Estado da Cultura, o documentário tem como ponto de partida os relatos de moradores do Setor Pedro Ludovico. Alguns deles nasceram após a criação da mostra e cresceram entre lonas, picadeiros improvisados e histórias contadas ao ar livre. Outros viram, ao longo das duas últimas décadas, sua rua virar palco, sua casa virar camarim, seu bairro virar cena.
“Uma ilha de voluntariado e contribuições espontâneas”
A Galhofada nasceu em 2004, fruto da urgência de levar ao público o espetáculo de rua “O cabra que matou as cabras” da Cia de Teatro Nu Escuro, que com o apoio da Oficina Cultural Geppetto e de grupos como Teatro que Roda, Teatro Reinação e Grupo Zabriskie, teve a iniciativa de realizar não somente uma apresentação, mas uma pequena mostra teatral. Nascia então a primeira Galhofada — um ato de ocupação simbólica e artística do espaço público.
E foi nessa mesma ilha que brotou, ano após ano, um dos festivais mais longevos e queridos da capital goiana. Um espaço onde a arte pulsa de forma orgânica, sustentada por chapéus passados, rifas solidárias, contribuições espontâneas e o mais valioso dos recursos: o envolvimento apaixonado de quem acredita que cultura não deve ser privilégio, mas direito.
Além da exibição do documentário, todas as sessões contarão com rodas de conversa abertas ao público. Estes encontros pretendem ampliar o debate sobre memória, arte de rua, ocupação de espaços e políticas culturais, fortalecendo o vínculo entre o filme e as comunidades envolvidas.
A última sessão, marcada para a emblemática Ilha da Galhofa, contará com um debate especial realizado na Oficina Cultural Geppetto, reafirmando a importância desse espaço formativo e afetivo na construção da própria Galhofada.
SERVIÇO: Estreia do documentário “A Hora da Galhofa”
Datas, horários e locais:
Sessão 1
07 de junho (sábado) – 19h
Vera Cult Ponto de Cultura (Rua VC 56, Qd. 113, Lt. 14 A – Conj. Vera Cruz, Goiânia)
Sessão 2
08 de junho (domingo) – 19h
Cine Clube Zabriskie (Teatro Zabriskie) ( Av. Antônio Martins Borges, 121 – Setor Pedro Ludovico, Goiânia)
Sessão 3
05 de setembro (sexta-feira) – 19h
Ilha da Galhofa (Alameda Henrique Silva – Setor Pedro Ludovico, Goiânia)
GRATUITO
Fotos e release: https://bit.ly/3SpiomD
Mais informações: https://www.instagram.com/horadagalhofa/