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Em “Inimaginável”, Rod mantém viva a sonoridade que o público associou ao Melim: uma mistura de pop, MPB e reggae: “Acho legal que, dentro da nossa prateleira musical, dá para chamar esse som de good vibes. Quando começamos com a banda, usávamos muito essa expressão, que hoje é comum. E continuo nesse caminho: o pop good vibes”.
Entre as faixas do projeto, ele destaca “Maré de Sorte”, parceria com Falcão, como uma das mais marcantes: “Ela cresceu muito com os arranjos. No violão, era mais contida, mas com banda, efeitos e vocais, ganhou um peso e uma verdade incríveis”.
E a aposta vem cada vez mais alta. Além do novo disco, Rod já tem planos para a sequência da carreira solo.
“A gente pensa também em lançar um trabalho acústico depois, contemplando todas essas músicas. Estou desenvolvendo uma capa única para unir o disco 1 e o disco 2, porque acho importante que as pessoas enxerguem o projeto como uma coisa só”, explicou.
Reconhecido no meio musical como compositor, Rod sempre foi responsável por parte das canções que marcaram a trajetória da Melim e também de grandes nomes da música brasileira. Ele já teve composições gravadas por Ivete Sangalo, Luan Santana, Jorge & Mateus, Matheus & Kauan, Ferrugem, Dilsinho, Sorriso Maroto e Xand Avião, entre outros.
“A composição é uma vertente que amarra tudo em mim, quase uma espinha dorsal. Dentro do meio musical, sou muito conhecido como autor. O público conhece mais o artista, mas os profissionais do meio me reconhecem mais pelo compositor”, afirmou.
Um novo ritmo:
Após anos de intensa rotina de shows com a Melim, o cantor vive agora um momento mais sereno: “Já vivi coisas muito privilegiadas com a banda e me realizei. Hoje quero uma carreira tranquila, em que eu possa liderar minha equipe e ter um contato verdadeiro com o público, sem ansiedade e sem entregar algo de que eu não me orgulhe”, disse.
Segundo ele, essa nova etapa tem sido marcada por mais equilíbrio: “Agora estou em um ritmo mais leve, aproveitando melhor cada momento, dormindo bem e celebrando o caminho”.
Mesmo com o fim da banda, a relação com os irmãos Diogo e Gabi Melim segue próxima: “Entre os três trabalhos, o meu é o que mais se aproxima do que a Melim fazia. Talvez as músicas da banda me representassem mais individualmente. Eu e o Diogo continuamos compondo bastante juntos, ele está presente em cinco das sete faixas deste disco”.
Rod não descarta uma reunião futura do trio, mas garante que esse não é o foco do momento: “A gente não pensa nisso agora. Não foi uma separação estratégica para uma turnê de reencontro. Cada um queria explorar seu próprio caminho. Pode ser que, no futuro, a gente se junte de novo, mas sem prazo para isso”.




