Aparecida, 28/07/2026

Caso Amélia Vitória: acusado por matar estudante vai a júri popular

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O acusado de estuprar e matar a estudante Amélia Vitória Oliveira de Jesus, de 14 anos, enfrenta júri popular nesta terça-feira (7). Janildo Silva Magalhães chegou para o julgamento por volta das 8h40, no Fórum Central de Aparecida de Goiânia, município onde o crime aconteceu em novembro de 2023. A adolescente desapareceu após ir buscar a irmã na escola.

Segundo o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), Janildo é acusado de sequestrar, violentar sexualmente e matar a adolescente. Além disso, o acusado já tem outros crimes registrados contra ele, tais como tráfico de drogas, estupro e roubo. Ele está preso preventivamente pela morte de Amélia Vitória.

A Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO) representará o acusado no tribunal do júri. O defensor público Maxmiliano Silva explicou que há documentos que comprovam que Janildo tem problemas de ordem psicológica.

“A defesa vai pedir para o Conselho de Sentença reconhecer que o Janildo é semi-imputável. Ou seja, ele deve cumprir a pena ali, da maneira que o juiz estabelecer para ele, nesses termos de semi-imputabilidade dele”, explicou.

Segundo o defensor, o Tribunal de Justiça reconheceu, por meio da Junta Médica do Estado de Goiás, a condição psicológica do acusado. Maxmiliano disse que tal condição implica na pena que Janildo vai cumprir, cabendo ao juiz determinar essa situação.

A família da adolescente acompanha o julgamento. A mãe da adolescente, Cristina Moreira de Oliveira, contou ao g1 que está ansiosa para que ele seja condenado. “Que ele seja condenado o máximo possível, por muitos anos”, afirmou. A tia Cristiane Moreira de Oliveira também acompanha o julgamento e declarou que também espera a condenação máxima para o acusado e sem benefícios.

“O que mais dói é acordar todos os dias e pensar que isso tudo está mesmo acontecendo. Que ele não tenha nem benefícios de progressão de pena e nem saidinhas, foi em um desses benefícios que ele tirou a vida da minha sobrinha”, disse a tia.

O promotor de Justiça Milton Marcolino defendeu que as evidências contra o acusado são “irrefutáveis” e que as provas, como o material genético encontrado no corpo da vítima, são “incontestáveis”.

“Esse exame de DNA que foi feito afirma que esse material genético encontrado lá trata-se material genético do réu Janildo. Ele está sendo denunciado pelo homicídio qualificado, por sequestro, por estupro e ocultação de cadáver”, declarou.

Além dos crimes contra Amélia Vitória, Janilson responde por estuprar a enteada, informou a Polícia Militar. Ao g1, os agentes informaram que o crime aconteceu em 2022, quando a menina tinha 15 anos.

G1 Goiás