Em entrevista exclusiva à CBN Goiânia, o presidente do Atlético, Adson Batista, revelou que o clube ainda não recebeu nenhum valor do auxílio emergencial prometido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) aos participantes da Série B do Campeonato Brasileiro. O dirigente explicou que o Atlético optou por não assinar o documento exigido pela entidade, alegando falta de segurança jurídica e conflito de interesses com o acordo já firmado entre os clubes da Liga Forte União (LFU).
Atlético segue sem auxílio da CBF

Foto: Bruno Corsino/ACG
Segundo Adson, apesar de compreender a necessidade do apoio financeiro, o modelo apresentado pela CBF levantou dúvidas sobre a validade e a compatibilidade com o contrato da Liga da qual o clube faz parte.
Criou-se até um ambiente ruim. Eu concordei com tudo isso, mas na hora de assinar o documento vi conflitos de interesse, porque a gente tinha assinado um documento com a Liga (Forte União) e ia assinar outro com a CBF do mesmo produto. Então eu senti que naquele momento eu não poderia assinar, mesmo precisando do dinheiro a gente não assinou – afirmou o presidente rubro-negro.
O auxílio da CBF, no valor de R$ 2,5 milhões por clube, foi anunciado em julho após reclamações generalizadas sobre dificuldades financeiras. Adson ainda afirmou que espera bom senso da CBF, pois clubes que assinaram esse documento já receberam o auxílio da entidade. Para ele, isso pode acabar gerando um princípio de desigualdade dentro da Série B.
Os outros clubes assinaram e receberam o dinheiro. Eu espero que a CBF tenha o bom senso de entender que nós enviamos um documento para ela com todos os nossos clubes da nossa Liga, e os outros clubes da Libra já tinham assinado. (…) Que dentro disso faça o repasse para todos, para não criar um princípio de desigualdade em um momento tão importante da competição – disse.
Questionado sobre se o Atlético havia recebido algum valor, Adson foi direto:
Nada, porque nós não assinamos esse documento, pois entendemos que não trazia segurança jurídica para nós – concluiu.
A situação reforça o clima de divergência entre as ligas de clubes e a CBF na gestão dos recursos da Série B. Enquanto parte das equipes assinou o termo e recebeu o auxílio, outras — como o Atlético — preferiram adotar cautela jurídica, temendo sanções contratuais e questionando a transparência da operação.
Com a Série B se aproximando do fim, a indefinição sobre o repasse reacende o debate sobre equilíbrio financeiro e igualdade esportiva entre os participantes, justamente na reta decisiva da competição.
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