A Companhia de Policiamento Especializado (CPE) da Polícia Militar de Goiás desmantelou, na noite da última terça-feira (9), uma fábrica clandestina de armas de fogo e munições em Aparecida de Goiânia, região metropolitana da capital. A ação foi realizada no Bairro Independência Mansões, com apoio do setor de inteligência da corporação.
Durante a operação, um homem de 55 anos foi preso em flagrante. Com ele, foram apreendidas 167 munições de diversos calibres (.20, .22, .24 e .26), três espingardas, pólvoras, chumbos, espoletas e ferramentas utilizadas na produção artesanal de armamentos. Na cintura, ele portava uma garrucha calibre .22.
O local, que funcionava nos fundos da residência do suspeito, era utilizado para a montagem, desmontagem e venda ilegal de armas de fogo. Segundo a própria confissão do acusado, os principais compradores eram caçadores de javalis, prática comum em áreas rurais do Estado.
Após a prisão, o homem foi encaminhado para a Central de Flagrantes de Aparecida de Goiânia, onde foi indiciado pelo crime de comércio ilegal de armas de fogo, previsto no artigo 17 do Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/03).
O acusado já cumpria pena em regime semiaberto, com alvará de soltura emitido em maio de 2018, por condenação relacionada ao crime de estupro. O novo flagrante pode agravar sua situação judicial e levá-lo de volta ao sistema prisional em regime fechado.
Comércio ilegal de armas é crime grave
A venda e fabricação ilegal de armas no Brasil é uma infração grave. O Estatuto do Desarmamento determina pena de 4 a 8 anos de prisão, além de multa, para quem for flagrado comercializando armamentos sem autorização. A prática representa uma ameaça à segurança pública e alimenta o mercado paralelo de armas, muitas vezes utilizadas por facções criminosas ou em ações violentas no campo e na cidade.