Aparecida, 21/09/2026
Fisioterapeuta é presa suspeita de causar Lesões graves em pacientes

Divulgação/Policia Civil

Fisioterapeuta é presa suspeita de causar Lesões graves em pacientes

Segundo a Polícia Civil, os casos investigados envolvem procedimentos nas regiões íntima, facial, glútea e mamária.

Ludmilla Ruffo
Ludmilla Ruffo

A fisioterapeuta Magda Oliveira da Silva foi presa preventivamente nesta segunda-feira, 21, em Goiânia, durante uma investigação da Polícia Civil de Goiás (PCGO) sobre procedimentos estéticos invasivos que teriam provocado lesões graves e mutilações em pacientes. Até o momento, sete vítimas foram identificadas. Em nota a defesa afirmou que a profissional está à disposição das autoridades, pediu cautela na divulgação das informações e disse confiar que as investigações demonstrarão a regularidade de sua conduta.

A investigação é conduzida pela 7ª Delegacia Distrital de Polícia de Goiânia e pelo Grupo Especial de Investigações Criminais (GEIC) da 1ª Delegacia Regional de Polícia. O delegado Alex Rodrigues afirmou que algumas das lesões são nas partes íntimas das pacientes.

“Identificamos sete vítimas, algumas delas tiveram lesões gravíssimas nas partes íntimas. Ela não tem autorização dos órgãos responsáveis para realizar esse tipo de procedimento, que é inclusive um procedimento cirúrgico”, disse o delegado.

Segundo a Polícia Civil, os casos investigados envolvem procedimentos nas regiões íntima, facial, glútea e mamária.

Entre as complicações relatadas estão cortes, queimaduras, sangramentos, infecções, necrose, perda de tecido e cicatrizes. Em um dos casos relacionados a procedimento íntimo, uma paciente afirma que houve retirada de tecido além do que havia autorizado, atingindo inclusive a região do clitóris.

A documentação médico-legal produzida durante a investigação registrou lesões compatíveis com intervenção na região genital. Outro caso envolve o relato de retirada extensa de tecido, lesão na região do clitóris e necessidade de atendimento médico, com uso de antibióticos e outros medicamentos.

Há ainda denúncias de queimaduras graves nas mamas, com persistência das lesões e presença de tecido desvitalizado. Outras pacientes relataram complicações após procedimentos com fios, aplicações e intervenções estéticas. Entre os sintomas mencionados estão dor intensa, inchaço, hematomas, secreção e bolhas, além da necessidade de atendimento médico.
A investigação também reúne elementos periciais que, em determinados casos, apontam para lesões provocadas por ação incisional e térmica, inclusive com comprometimento de tecidos da região genital.

Magda possui formação complementar nas áreas de harmonização facial, corporal e íntima. Entretanto, segundo a Polícia Civil, há indícios de que determinados procedimentos teriam ultrapassado os limites técnicos e legais da atuação profissional.

A investigação apura a realização de cortes, retirada de partes de tecidos e alterações na anatomia das pacientes, além da prescrição ou fornecimento de medicamentos.

Polícia cumpre mandados e apreende materiais

Durante a operação, além do cumprimento do mandado de prisão preventiva, foram executados três mandados de busca e apreensão: um na residência da investigada e dois em seus consultórios.

Os agentes apreenderam aparelhos celulares, medicamentos e outros materiais relacionados à investigação. Entre os produtos encontrados, havia medicamentos com prazo de validade vencido.

As diligências também identificaram a ausência de licença sanitária para o funcionamento de um dos locais, situação que será analisada pelos órgãos competentes.

A Polícia Civil divulgou a imagem da investigada com o objetivo de identificar outras pessoas que possam ter sido submetidas a procedimentos realizados por ela e que eventualmente tenham apresentado complicações.

A corporação orienta que possíveis novas vítimas procurem a unidade policial responsável pela investigação para prestar informações e apresentar documentos, imagens ou outros elementos que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos. A investigação permanece em andamento.

Defesa diz que inocência será comprovada

Em nota, a assessoria de Magda Oliveira da Silva afirmou que a fisioterapeuta “está comprometida com a verdade e com o rigor ético na atuação profissional”.

Além disso, informou que Magda e sua equipe jurídica estão à disposição da Polícia Civil e do Judiciário para fornecer informações, laudos técnicos e documentos. A defesa pediu cautela na divulgação de informações e afirmou confiar que as investigações demonstrarão a regularidade da conduta da fisioterapeuta.

A manifestação também sustenta que a inocência da profissional será comprovada no decorrer dos trâmites legais.

Nota na íntegra:

“A Sílvio Maia Assessoria, no exercício do acompanhamento institucional da defesa da fisioterapeuta Magda Oliveira da Silva, vem a público prestar os seguintes esclarecimentos quanto às recentes divulgações veiculadas pela imprensa:

Presunção de Inocência e Devido Processo Legal: A Sra. Magda Oliveira da Silva reafirma seu compromisso com a verdade e o rigor ético que sempre pautaram sua atuação profissional na área de fisioterapia e estética. Ressalta-se que qualquer apuração deve observar rigorosamente as garantias constitucionais da ampla defesa, do contraditório e da presunção de inocência.

Cooperação com as Autoridades: A profissional e sua equipe jurídica estão integralmente à disposição da Polícia Civil e do Judiciário para fornecer todas as informações, laudos técnicos e documentações necessárias. Confiamos que o trâmite das investigações demonstrará a regularidade de sua conduta e o devido cumprimento dos protocolos técnicos aplicáveis aos seus atendimentos.

Esclarecimento dos Fatos: Pedimos cautela na divulgação de ilações prematuras e reforçamos que os fatos serão devidamente fundamentados nos autos do processo técnico e pericial competente.

A profissional e a sua defesa reiteram a plena confiança na Justiça e reafirmam que a sua inocência será devidamente comprovada no decorrer dos trâmites legais.”