Aparecida, 25/08/2026

Polícia diz ter prendido o ‘maior ladrão de celulares’ da região da 44, em Goiânia

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Atualizado 27/04/2026 às 11:15

A Polícia Civil de Goiás prendeu, na manhã desta terça-feira (10), Claudiney José de Araújo, de 48 anos, conhecido como “Chuasqueba”, suspeito de ser um dos maiores ladrões de celulares da região da Rua 44, em Goiânia. A ação foi realizada durante a Operação Fim da Conversa Fiada, que também cumpriu mandados de busca e apreensão.

Como agia o suspeito

De acordo com o delegado Fernando Martins, responsável pelo caso, Claudiney se aproveitava da confiança alheia para aplicar o golpe: ele se aproximava das vítimas em terminais de ônibus e locais com grande fluxo de pessoas, como o polo comercial da 44, e pedia um celular emprestado sob o pretexto de fazer uma ligação. Assim que tinha o aparelho em mãos, fugia do local.

A investigação já identificou mais de 10 vítimas diretas, mas, após a divulgação da foto de Claudiney nas redes sociais, dezenas de outros relatos surgiram, inclusive em setores centrais de Goiânia, no Pedro Ludovico e em Aparecida de Goiânia. A Polícia Civil orienta que outras possíveis vítimas compareçam ao 1º Distrito Policial, no Centro da capital, para realizar o reconhecimento e registrar boletim de ocorrência.

Rota do crime: da 44 a Trindade

Segundo a Polícia Civil, os celulares furtados eram vendidos para receptadores na cidade de Trindade ou usados como moeda de troca por drogas. Durante a operação, diversos aparelhos foram encontrados em quiosques da região, entre eles um comércio conhecido como VIP Celulares.

O proprietário do local se defendeu das acusações, alegando que a loja “não realizou negócios com o suspeito” e que a denúncia seria infundada. Ele afirmou que todos os aparelhos à venda são verificados e apresentou nota fiscal como prova de legalidade. Ainda assim, alguns aparelhos foram recolhidos para perícia técnica e, se confirmada a origem criminosa, poderão ser devolvidos às vítimas.

Furto qualificado e investigação em andamento

Claudiney foi autuado por furto qualificado mediante fraude. O caso ainda está em investigação, e a polícia trabalha para identificar outros receptadores envolvidos. A divulgação do nome e da imagem do suspeito está respaldada pela Lei nº 13.869/2019 e pela Portaria nº 547/2021 da Polícia Civil, com o objetivo de facilitar o reconhecimento por parte de outras vítimas.