Aparecida, 24/07/2026
Tentativa de feminicídio termina com autor morto em Aparecida

Foto/Divulgação Policia Militar

Tentativa de feminicídio termina com autor morto em Aparecida

Não há informações se houve uma reconciliação entre o casal, apesar da medida protetiva vigente, ou se Rubian teria ido até a casa da ex-companheira para executar um ato premeditado

Ludmilla Ruffo
Ludmilla Ruffo

O 2° Comando Regional da Polícia Militar (CRPM) informa que o 45º Batalhão da Polícia Militar (BPM), unidade responsável pelo policiamento na região do Setor Garavelo, em Aparecida de Goiânia, atendeu uma ocorrência de tentativa de feminicídio no início da noite de ontem (23), no Setor Aeroporto Sul, em Aparecida de Goiânia.

A vítima, Cristina dos Reis Cintra Sales, de 30 anos, foi encontrada consciente em um dos cômodos da casa. Ela foi atingida na região do olho por um disparo de arma de fogo efetuado pelo ex-companheiro. Atendida no local por uma Unidade de Suporte Avançado (USA) do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Cristina foi encaminhada ao Hospital Estadual de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz (Hugo).

O autor do atentado, Rubian de Almeida Sales Cintra, de 32 anos, conforme consta no Registro de Atendimento Integrado (RAI), efetuou um único disparo na própria cabeça, logo após atirar contra a ex. O óbito dele foi constatado no local.

As Polícias Civil e Técnico-Científica realizaram diligências complementares e executaram o trabalho pericial. A arma de fogo utilizada no crime, um revólver calibre 38, foi apreendida.

MEDIDA PROTETIVA E SUSPEITA DE ABUSO

A vítima havia solicitado, em 30 de junho de 2026, a concessão de medida protetiva de urgência em favor dela e da filha do casal, de quatro anos. Dois dias antes, em 28 de junho, Rubian de Almeida Sales Cintra havia sido conduzido suspeito de abusar sexualmente da própria filha. O caso estava sendo investigado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).

De acordo com informações da própria vítima, os dois estavam juntos desde o ano de 2014. Não há informações se houve uma reconciliação entre o casal, apesar da medida protetiva vigente, ou se Rubian teria ido até a casa da ex-companheira para executar um ato premeditado. A dinâmica do fato será investigada pela Polícia Civil.