Aparecida, 28/07/2026

Impasse trava fusão entre PSDB e Podemos e negociações são suspensas

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A tão discutida fusão entre PSDB e Podemos foi oficialmente suspensa. O anúncio foi feito pelo presidente nacional do PSDB, o ex-governador de Goiás, Marconi Perillo, por meio de nota divulgada na noite desta sexta-feira (13). Segundo Perillo, o principal entrave foi a divergência sobre o comando da nova legenda que surgiria da união.

“A ideia de uma fusão ou incorporação entre PSDB e Podemos neste momento está suspensa por conta de divergências relacionadas ao comando da nova legenda”, afirmou.

As negociações entre os dois partidos vinham se intensificando há meses. No entanto, o processo emperrou após a presidente nacional do Podemos, a deputada federal Renata Abreu, exigir que o novo partido fosse presidido por ela por, no mínimo, quatro anos.

A justificativa da parlamentar é de que o Podemos, hoje, possui maior estrutura organizacional e base eleitoral ativa, o que daria respaldo à sua liderança. Do outro lado, o PSDB defendia uma gestão compartilhada, com rodízio na presidência nos dois primeiros anos, proposta que não teve adesão da cúpula do Podemos.

Antes mesmo da suspensão formal, lideranças tucanas como o deputado federal Aécio Neves já demonstravam ceticismo quanto à continuidade da união. Embora a fusão tivesse avançado nas etapas burocráticas — como a aprovação em convenções e definição de programa partidário — a relação entre as siglas se desgastou rapidamente.

Internamente, o PSDB tratava a fusão como uma “incorporação”, ou seja, o Podemos deixaria de existir formalmente e seus quadros seriam absorvidos pelo partido tucano. Esse modelo de fusão não agradou parte significativa da base do Podemos, inclusive em Goiás, onde o partido é presidido pelo deputado federal Glaustin da Fokus.

Apesar da ruptura, Marconi Perillo destacou que o PSDB seguirá articulando alianças e defendeu a formação de um “Centro Democrático” como alternativa política nacional.

“Seguimos insistindo na ideia de construir uma plataforma política que agrupe o Centro Democrático e apresente ao país uma alternativa de poder”, declarou.