Já imaginou casais que compartilham os mesmos transtornos mentais?
Você já ouviu a frase “os opostos se atraem”? Pois é, a ciência mostra que, quando o assunto é saúde mental, a realidade pode ser exatamente o contrário. Um estudo gigantesco, que analisou quase 15 milhões de pessoas, revelou que indivíduos com transtornos psiquiátricos tendem a escolher parceiros que também possuem diagnósticos semelhantes.
O que a pesquisa descobriu
Publicado na revista Nature Human Behaviour, o estudo mostrou que pessoas com esquizofrenia, depressão, ansiedade, TOC, TDAH, autismo, transtorno bipolar, anorexia ou dependência química tinham mais chance de se casar com alguém que também apresenta a mesma condição ou algo dentro do mesmo espectro.
Ou seja, não é apenas coincidência: existe um padrão que se repete em diferentes épocas e contextos sociais.
Por que isso acontece
Segundo os pesquisadores, isso pode ter várias explicações. Uma delas é o fenômeno da homofilia, que é a tendência natural de nos conectarmos com pessoas semelhantes a nós. Além disso, compartilhar um diagnóstico pode gerar mais empatia, compreensão e até reduzir julgamentos dentro da relação.
Curiosamente, essa afinidade pode fortalecer o vínculo emocional do casal, mas também aumenta os riscos para os filhos. O estudo revelou que crianças com pai e mãe diagnosticados com o mesmo transtorno têm o dobro de chances de desenvolver a condição.
Uma curiosidade importante
Esse padrão não significa que quem tem um transtorno mental necessariamente buscará alguém igual, mas os números mostram que existe uma inclinação forte nesse sentido. É quase como se o cérebro identificasse familiaridade no outro e transformasse isso em conexão afetiva.
A pesquisa ainda levanta debates sobre genética, ambiente familiar e até sobre como o amor pode se formar a partir de experiências compartilhadas, mesmo quando essas experiências são desafiadoras.