Aparecida, 09/06/2026

FIFA que mudar regra do impedimento antes da Copa do Mundo

userjunior
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E se o impedimento deixasse de ser decidido no detalhe?

Imagine um gol anulado porque a ponta da chuteira estava alguns milímetros à frente do defensor. Agora imagine o mesmo lance sendo validado. Essa diferença mínima, quase invisível a olho nu, pode estar com os dias contados. A FIFA discute uma mudança histórica na regra do impedimento e ela pode entrar em vigor já na Copa do Mundo de 2026.

Nos bastidores do futebol internacional, o tema voltou com força nas últimas semanas. A ideia é simples, mas profunda em seus efeitos: o atacante só estaria em posição irregular se estivesse completamente à frente do defensor no momento do passe. Qualquer parte do corpo alinhada com a defesa manteria o lance legal.

A proposta tenta devolver ao futebol algo que se perdeu nos últimos anos: a sensação de justiça nos lances interpretativos.

Nos bastidores do futebol internacional, o tema voltou com força nas últimas semanas
Nos bastidores do futebol internacional, o tema voltou com força nas últimas semanas

 

⚖️ O que exatamente a FIFA quer mudar na regra do impedimento?

Pela regra atual, basta que qualquer parte do corpo permitida para marcar gol esteja à frente do defensor para que o impedimento seja marcado. Com o uso do VAR, isso passou a gerar decisões extremamente precisas, muitas vezes resolvidas por linhas quase microscópicas.

A mudança em estudo inverteria essa lógica. O impedimento só seria caracterizado se o atacante estivesse inteiramente à frente do adversário. Se um pé, ombro ou joelho estiverem na mesma linha do zagueiro, o lance seguiria normalmente.

Na prática, isso favorece o jogo ofensivo e reduz a quantidade de gols anulados por margens mínimas.

👔 Arsène Wenger e a ideia de um futebol mais ofensivo

O principal defensor da mudança é Arsène Wenger, ex-treinador histórico do Arsenal e atual diretor de Desenvolvimento Global da FIFA. Há anos, o francês argumenta que a regra precisa evoluir para acompanhar o futebol moderno.

Para Wenger, o VAR expôs uma fragilidade antiga da regra: ela nunca foi pensada para ser aplicada com precisão milimétrica. O resultado, segundo ele, foi um jogo mais travado, menos espontâneo e com menos gols.

Gianni Infantino, presidente da FIFA, já declarou publicamente que o objetivo da entidade é tornar o futebol mais rápido, mais ofensivo e mais atraente para o público.

“Queremos mais gols, um futebol mais fluido e menos interrupções por detalhes quase invisíveis”, afirmou Infantino em debates anteriores sobre o tema.

o objetivo da entidade é tornar o futebol mais rápido, mais ofensivo e mais atraente para o público
O objetivo da entidade é tornar o futebol mais rápido, mais ofensivo e mais atraente para o público

 

🕰️ A mudança pode valer já na Copa do Mundo de 2026?

Sim, essa é uma possibilidade real. A discussão vem ganhando força dentro dos painéis técnicos da FIFA e pode ser votada nos próximos meses. Caso seja aprovada nas comissões responsáveis, a proposta segue para a assembleia geral, onde historicamente a maioria das sugestões acaba validada.

Segundo especialistas em arbitragem, se passar pelas etapas internas, a nova interpretação do impedimento pode ser testada em competições menores antes de estrear oficialmente na Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá.

🧩 Atacantes e defensores veem a regra de formas opostas

Como era de se esperar, a proposta divide opiniões. Atacantes tendem a apoiar a mudança, já que ela amplia as possibilidades de ataque e reduz a margem de punição. Defensores e técnicos mais conservadores, por outro lado, temem o aumento no número de gols e a dificuldade maior para organizar linhas defensivas.

Essa tensão, no entanto, é vista pela FIFA como parte natural da evolução do jogo. Afinal, regras como o recuo ao goleiro, o cartão vermelho e o próprio VAR também enfrentaram resistência antes de se consolidarem.

🔮 Um pequeno ajuste com impacto gigante

Se confirmada, a nova regra do impedimento pode representar uma das maiores transformações do futebol moderno. Menos gols anulados, menos interrupções, menos debates intermináveis e mais emoção dentro de campo.

Agora, a bola está com a FIFA. E, se depender da vontade de Wenger e da pressão por um futebol mais ofensivo, o impedimento como conhecemos pode estar prestes a entrar para a história.