Aparecida, 10/06/2026

Venezuela pós-operação dos EUA: Cabrini mostra destruição, censura e desigualdade

userjunior
userjunior

Neste domingo (11/1), o jornalista Roberto Cabrini apresentou uma reportagem especial no “Domingo Espetacular” sobre a atual situação na Venezuela, após a operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura de Nicolás Maduro, no dia 3 de janeiro. A cobertura, considerada rara devido ao acesso restrito ao país, foi realizada diretamente do território venezuelano e trouxe imagens e relatos do cenário local, além de destacar a forte desigualdade social que marca a realidade da população.

Cabrini e sua equipe entraram na Venezuela pelo interior do país, sendo, segundo o jornalista, os únicos repórteres a registrar imagens e relatos diretamente do terreno. A equipe trabalhou apenas com celulares, devido às restrições e à dificuldade de acesso. Já em Caracas, capital com cerca de 3 milhões de habitantes, o jornalista conversou com moradores e mostrou parte dos efeitos da operação no cotidiano local.

Veja as fotos

Foto/Record
Cabrini mostra situação na VenezuelaFoto/Record
Foto/Record
Cabrini mostra situação na VenezuelaFoto/Record
Reprodução Wikimedia Commons
Nicolás Maduro usando terno e com semblante sérioReprodução Wikimedia Commons
Reprodução/Globo
EUA detalhou operação que levou à captura de Nicolás Maduro na VenezuelaReprodução/Globo
Divulgação/Casa Branca
Algemado, Maduro vestia um chapéu e usava casaco na chegada ao local.Divulgação/Casa Branca
Foto: Reprodução/X @GloballyPop
Caracas – Capital da VenezuelaFoto: Reprodução/X @GloballyPop

A reportagem exibiu cenas de locais atingidos por explosões atribuídas à operação americana, com árvores caídas, veículos destruídos em instalações militares e edifícios residenciais em escombros. Testemunhas relataram que as casas chegaram a tremer durante os ataques. Em seus depoimentos, muitos moradores destacaram a sensação de incerteza e afirmaram ainda não conseguir avaliar como os acontecimentos podem influenciar o futuro do país.

Cabrini ressaltou que, no contexto atual, a imprensa local exerce um papel limitado. Em trechos da cobertura, foi citado que, sob as condições de segurança e controle, “não se pode criticar o governo”. A reportagem também registrou uma manifestação organizada por apoiadores do regime, na qual alguns participantes expressaram apoio a Maduro e críticas à intervenção estrangeira, como uma manifestante que declarou: “Ditador é Donald Trump”.

Além do impacto do ataque, a reportagem destacou aspectos sociais visíveis na Venezuela. O país apresenta uma desigualdade marcante, com bairros de alto padrão, repletos de mansões milionárias, muitas ligadas ao narcotráfico, convivendo lado a lado com favelas onde vive a maior parte da população. Segundo a reportagem, parte dos problemas venezuelanos está enraizada em décadas de dificuldades econômicas e sociais, realidade que se torna ainda mais evidente em meio à instabilidade.