Uma diretora de escola municipal foi presa preventivamente em Inhumas, região Central de Goiás, sob suspeita de omissão diante de um caso grave de estupro de vulnerável envolvendo um funcionário da instituição de ensino. Segundo a Polícia Civil, além de ignorar a denúncia, a mulher ainda teria intimidado uma das vítimas, o que motivou a prisão autorizada pela Justiça.
A investigação, conduzida pela Delegacia de Polícia de Inhumas, aponta que o crime foi praticado por um porteiro da escola. A diretora, ao tomar conhecimento dos fatos, teria deixado de tomar as providências legais e institucionais cabíveis. Em vez disso, procurou uma das vítimas para confrontá-la, o que configura possível tentativa de coação.
A prisão preventiva foi cumprida na semana passada, como parte de uma operação iniciada no fim de maio. Na ocasião, outro suspeito já havia sido detido, e medidas cautelares foram aplicadas contra demais investigados. Três mandados de busca e apreensão também foram cumpridos, como parte dos esforços para reunir provas e garantir a proteção das vítimas.
A diretora também é investigada por descumprimento de medidas judiciais impostas durante a investigação, o que agravou sua situação processual.