Aparecida, 28/07/2026

‘Operação Protectio XXII’: PCGO prende investigada por golpes do “falso consórcio e carta contemplada”

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Atualizado 27/04/2026 às 11:15

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) prendeu, nesta quinta-feira (22), uma mulher suspeita de aplicar golpes do “falso consórcio e carta contemplada” em Aparecida de Goiânia. A prisão ocorreu durante a 22ª fase da Operação Protectio, que teve início em 2023 e já cumpriu mais de 60 mandados judiciais, além de suspender as atividades de mais de 30 empresas envolvidas nas fraudes.


Nesta etapa, foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e um de busca e apreensão contra a investigada. Segundo o delegado Khlisney Kesser Campo, trata-se de uma suposta empresária que utilizava nomes falsos para aplicar golpes em Aparecida de Goiânia, Goiânia e na região metropolitana. A mulher operava em um edifício de alto padrão na Vila Brasília (Aparecida), onde atendia com hora marcada e firmava contratos de alto valor.


De acordo com a investigação, ela já era alvo da polícia desde 2022. A Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon) identificou diversos consumidores lesados, com prejuízos que variam entre R$ 1 mil e R$ 100 mil. Há indícios de outras vítimas que ainda não formalizaram denúncia.


O golpe começava com anúncios na internet, nos quais eram oferecidos veículos ou imóveis a preços atrativos. As vítimas eram induzidas a acreditar que conseguiriam adquirir os bens de forma rápida e fácil. Após o pagamento de uma suposta “parcela de entrada”, descobriam que se tratava de um golpe ao não receberem o crédito prometido no prazo combinado.


O delegado Khlisney alerta que muitas vítimas não percebem que foram enganadas e acreditam apenas que o negócio “não deu certo”. Ele orienta que todos que tenham sido lesados procurem a delegacia. A PCGO continua as investigações e não descarta a realização de novas prisões.

A divulgação da identificação da presa e do estabelecimento comercial foi procedida nos termos da Lei 13.869/2019, portaria n° 547/2021 – PC, e Despacho da Autoridade Policial responsável pelas investigações, justificada na possibilidade real de identificação de novas vítimas.