Aparecida, 17/09/2026
Anvisa proíbe no Brasil T36, marca de tirzepatida do Paraguai

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Anvisa proíbe no Brasil T36, marca de tirzepatida do Paraguai

T36 não tinha registro sanitário no Brasil e entra para lista de marcas paraguaias de tirzepatida barradas pela Anvisa.

Ludmilla Ruffo
Ludmilla Ruffo
Atualizado 16/09/2026 às 10:31

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária proibiu a circulação no Brasil da T36, marca de tirzepatida fabricada no Paraguai. O produto não possuía registro sanitário no país, mas já vinha sendo importado e oferecido em anúncios nas redes sociais.

Com a regra, fica proibido: o armazenamento, a comercialização, a distribuição, a exportação, a importação, a propaganda, o transporte e o uso do medicamento.

  • Ou seja, a proibição vai além da venda dentro do Brasil. Ela também alcança uma prática comum entre pacientes, que é de atravessar a fronteira, comprar o medicamento no Paraguai e trazê-lo para uso próprio. Mesmo nesse caso, individual e sem fins comerciais, o produto segue irregular  e transportá-lo para o Brasil também é proibido.

A justificativa da agência é a falta de registro sanitário, exigência para qualquer medicamento circular no país. É esse registro que atesta que o produto passou pela análise de segurança e eficácia.

Antes da T36, ao menos nove marcas de tirzepatida fabricadas no Paraguai já haviam sido proibidas pela Anvisa: Lipoless, Tirzec, Gluconex, Tirzedral, Slimex MD, Slimex, Rapha e a tirzepatida produzida pelas marcas Synedica e TG.

A nova proibição amplia o cerco da agência contra produtos paraguaios sem registro no Brasil  um mercado que, ao mesmo tempo, se transformou em um cabo de guerra na Justiça.

Mortes sob investigação

O sistema de farmacovigilância da Anvisa apura, até o momento, 46 mortes relacionadas ao uso de tirzepatida. Segundo a agência, não é possível determinar quantos desses casos envolvem medicamentos irregulares.

Sem registro sanitário, esses produtos não têm rastreamento de procedência ou lote  o que torna praticamente impossível comprovar a origem de eventuais complicações.

Para frear a entrada desse tipo de medicamento, o Brasil vem fazendo acordos com o Paraguai para reforçar a fiscalização na fronteira.

Via G1