Quando pensamos na Independência do Brasil, logo vem à mente a cena eternizada no quadro de Pedro Américo: Dom Pedro às margens do Ipiranga, montado em um cavalo imponente, rodeado pela guarda imperial, gritando “Independência ou morte”.
Mas… a verdade é que a história foi bem diferente dessa imagem que se fixou no imaginário popular.
A Independência não foi apenas um ato heróico de Dom Pedro, mas o resultado de uma complexa rede de interesses políticos, econômicos e sociais, com direito a revoltas populares, pressões da maçonaria e até um “detalhe fisiológico” que influenciou o momento do grito.
Confira cinco curiosidades que mostram o lado menos conhecido da nossa Independência.
O Dia do Fico abriu o caminho
Em 9 de janeiro de 1822, Dom Pedro declarou que ficaria no Brasil, contrariando a ordem portuguesa para que retornasse a Lisboa. Esse momento histórico, conhecido como Dia do Fico, foi um dos principais estopins para a separação definitiva entre Brasil e Portugal.
Leopoldina assinou o decreto de separação
Pouca gente sabe, mas foi a princesa Leopoldina da Áustria, esposa de Dom Pedro, quem oficializou a separação. No dia 2 de setembro de 1822, ela assinou o decreto que tornava o Brasil independente, dias antes do famoso grito do Ipiranga.
Dom Pedro sofria de disenteria no Ipiranga
O cenário heróico da pintura esconde um detalhe curioso: Dom Pedro estava debilitado por uma forte disenteria durante a viagem. As constantes paradas próximas ao rio Ipiranga foram, na verdade, motivadas por questões de saúde.
O quadro do grito é uma versão idealizada
O famoso quadro “Independência ou Morte”, pintado em 1888, romantizou o momento. Na realidade, os soldados ainda não tinham os uniformes pomposos retratados, e os cavalos eram, na maior parte, mulas. Além disso, não há registros de Dom Pedro brandindo uma espada durante o discurso.
O preço da independência foi milionário
Portugal só reconheceu oficialmente a independência em 1825, mas com uma condição: o Brasil teria de pagar 2 milhões de libras esterlinas. Como não tinha recursos, o país recorreu a um empréstimo da Inglaterra, iniciando assim sua longa história de dívida externa.