Aparecida, 03/07/2026
Ponte Quinca Mariano, na divisa entre MG e GO, será interditada para obras

Foto/Reprodução

Ponte Quinca Mariano, na divisa entre MG e GO, será interditada para obras

A interdição total da estrutura ficou prevista para 1º de agosto, após o período de férias, quando os motoristas deverão utilizar rotas alternativas durante o avanço dos serviços.

Ludmilla Ruffo
Ludmilla Ruffo

Quem costuma viajar entre o Triângulo Mineiro e o interior goiano precisará redobrar a atenção com a rota a partir de 15 de julho. A ponte Quinca Mariano, sobre o Rio Paranaíba, na divisa entre Minas Gerais e Goiás, sofrerá interdições para obras de recuperação e reabilitação estrutural.

Segundo a Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), responsável pela intervenção, o Governo de Goiás vai investir R$ 25,9 milhões na obra, que tem previsão de execução de até 12 meses.

 Inicialmente, a Goinfra havia informado que a interdição total da ponte ocorreria ainda neste mês. Mas conforme novo cronograma divulgado pela agência goiana e também pelo governo de Minas Gerais, as obras terão início de forma gradual em 15 de julho, com o tráfego mantido no sistema de pare e siga. A interdição total da estrutura ficou prevista para 1º de agosto, após o período de férias, quando os motoristas deverão utilizar rotas alternativas durante o avanço dos serviços.

Rotas alternativas à ponte Quinca Mariano

ponte fica na GO-139, conectada à MG-413, e é considerada uma das principais ligações entre os dois estados para motoristas que se deslocam, principalmente, à cidade turística de Caldas Novas.

om a interdição, os condutores precisarão utilizar rotas alternativas. Em um dos desvios indicados pela Goinfra, a viagem entre Uberlândia  e Caldas Novas passa de cerca de 174 quilômetros para 237 quilômetros, um aumento de 74 quilômetros no percurso.

A Goinfra orienta que os motoristas consultem os desvios antes de viajar e redobrem a atenção nos trechos com alterações de tráfego. Veja as rotas alternativas divulgadas pela agência goiana:

Saindo de Corumbaíba

  • Corumbaíba – Nova Aurora – Cumari – Araguari  (MG)
  • Corumbaíba – Buriti Alegre – Itumbiara – Tupaciguara  (MG) – Araguari (MG)

Saindo de Goiânia a Araguari

  • Goiânia – Pires do Rio – Ipameri – Catalão – Araguari
  • Goiânia – Morrinhos – Itumbiara – Tupaciguara (MG) – Araguari (MG)

Saindo de Caldas Novas

  • Caldas – Cumari – Araguari (MG)
  • Caldas – Buriti Alegre – Itumbiara – Araguari (MG)

A orientação é respeitar a sinalização provisória e definitiva implantada nas rodovias durante o período das obras.

O Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) para saber se há rotas alternativas recomendadas para motoristas que seguem do Triângulo Mineiro para Goiás durante a interdição da Ponte Quinca Mariano e se serão adotadas medidas de orientação ou reforço na sinalização no trecho mineiro.

Em nota, informou apenas que firmou um Termo de Cooperação Técnica com a Goinfra para recuperação da ponte Quinca Mariano, e que a responsabilidade pela execução das obras será da agência.

O que será feito na ponte

De acordo com a Goinfra, os serviços de reforma na estrutura incluem:

  • substituição de aparelhos de apoio
  • recuperação de juntas de dilatação
  • reforço estrutural por protensão complementar
  • adequação do sistema de drenagem
  • renovação da pavimentação

As intervenções serão realizadas em pontos considerados estratégicos ao longo de toda a estrutura.

Problemas antigos na estrutura

A ponte, com 1.153 metros de extensão e 10,40 metros de largura, foi construída em 1975 pela Furnas Centrais Elétricas e recebe diariamente cerca de 15 mil veículos. A estrutura antiga apresenta deterioração nas juntas de dilatação, falhas no pavimento e outros problemas apontados por especialistas.

Em reportagens exibidas pela TV Integração, motoristas relataram dificuldades para atravessar o local. Em alguns trechos, buracos chegaram a expor o Rio Paranaíba. Também havia queixas sobre remendos feitos com massa asfáltica, considerados inadequados por especialistas devido ao aumento da vibração provocada pela passagem de veículos pesados.

De acordo com a agência goiana, muitos condutores reduzem a velocidade ao passar pelo local e, em alguns casos, chegam a invadir a contramão para desviar dos danos existentes na pista.

Em novembro de 2025, o Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) e a Goinfra firmaram um termo de cooperação para desenvolver ações conjuntas de melhoria da infraestrutura viária entre os dois estados. Entre as medidas previstas estava a recuperação da ponte.